Um encontro de sensibilidades da arte poética maranhense, em que a trova, com sua forma breve e encantadora de poesia, brilhou com intensidade no VIII SarAlma, promovido pela Academia Literária do Maranhão (Alma). O evento ocorreu na noite do último dia 25 de outubro, na sede da Associação do Ministério Público do Maranhão (Ampem), no bairro do Calhau, em São Luís.
A convite da Alma, na pessoa do acadêmico Eloy Melônio, a Academia Maranhense de Trovas (AMT) marcou presença no sarau com a trovadora Franci Monteles (secretária e diretora de Comunicação da entidade), representando a presidente da AMT, Wanda Cunha, acompanhada dos trovadores Rômulo Reis e Maria José Lima. Os três acadêmicos levaram aos presentes no VIII SarAlma o encanto deste gênero literário minimalista de quatro versos heptassílabos que transborda poesia em poucas palavras para expressar um pensamento filosófico, lírico ou humorístico.
Em sua fala, Franci Monteles destacou o trabalho da AMT, iniciado agosto de 2021, com a sua de revitalização. Ressaltou o empenho da instituição em resgatar e disseminar o movimento trovadoresco no Maranhão, iniciado pelo professor, escritor, jornalista e poeta, Carlos Cunha, o fundador da AMT em 1968, juntamente com outros nove entusiastas da arte trovadoresca no estado. “É objetivo da AMT incentivar e disseminar a trova, realizar saraus poéticos e musicais, concursos, oficinas, lançamento de livros, além de participar em eventos literários, seja em parceria com outras instituições ou como convidada, a exemplo do VIII SarAlma”, disse Franci Monteles. Este mês na 18ª Feira do Livro de São Luís (Felis), a AMT empossou 10 novos trovadores, um março na sua revitalização e prova do crescimento da trova no estado.
“A Academia Maranhense de Trovas, representada magistralmente pelos trovadores Franci Monteles, Romulo Reis e Maria José Lima, nos presenteou com joias poéticas, trovas cintilantes como estrelas no firmamento do SarAlma”, escreveu o presidente da Alma, Regis Furtado, em seu informativo acadêmico Alma em Foco.
Entre versos e rimas, os trovadores declamaram suas trovas e demonstraram aos presentes como este gênero literário continua vivo, pulsante e produzindo eco por meio da AMT. Nesta noite, o SarAlma transformou-se, então, em um palco de celebração da arte poética com a palavra rimada, onde a tradição e o presente se entrelaçaram em laços literários que reafirmam o Maranhão como solo fértil da poesia trovadoresca.