A Academia Maranhense de Trovas (AMT) é convidada especial do 7° Sarau das Mercês, nesta quarta-feira (27), na véspera do quarto aniversário de revitalização da Academia.
O sarau das Mercês acontece todo mês no Convento das Mercês, organizado pela escritora e poeta Laura Amélia Damous.
A 7ª edição do Sarau das Mercês tem início às 19h e promete ser uma noite de muita poesia maranhense em toda sua força, unindo música, arte e reflexão no Convento das Mercês, por meio dos escritores Paulo Rodrigues, Luiza Cantanhede, Vitória Bouças e os trovadores da AMT. Trata-se de um espaço de encontros, em que diferentes gerações e vozes se conectam para celebrar a nossa cultura literária. Na magia de poesia, a música do adolescente Davi Lima Nascimento, filho do também grande instrumentista Sued Richarlys.
Sobre a AMT - A Academia Maranhense de Trovas (AMT), cognominada “Casa de Carlos Cunha", foi fundada em 7 de dezembro de 1968 por dez trovadores sob a batuta do educador, jornalista e escritor maranhense Carlos Cunha. Revitalizada em 28 de agosto de 2021 por um grupo de 40 trovadores, a AMT tem por objetivo promover e resgatar o espírito da poesia trovadoresca no Maranhão, com repercussão nacional, além de fomentar o desenvolvimento cultural e social da terra gonçalvina, incentivando notadamente estudantes, escritores, em particular os poetas de todos os estilos. Sua finalidade é vivificar e disseminar a trova e garimpar trovadores por meio de oficinas, publicações de livros, exposições, saraus, palestras e projetos socioeducativos e de relevância cultural.
CELEBRAÇÃO DO QUARTO ANO DE REVITALIZAÇÃO - Os trovadores vão se reunir na quinta (28) para a comemoração do 4° ano de revitalização da entidade. Na oportunidade haverá eleição para escolha da nova Diretoria Executiva e Conselho Fiscal para o biênio de 2025-2029; e eleição para preenchimentos de 5 cadeiras. O encontro dar-se-á na sede provisória da AMT, na Cohama.
CARLOS CUNHA - nome literário de Luiz Carlos da Cunha, nascido em São Luís do Maranhão a 18 de maio de 1933 e falecido em 22 de outubro de 1990. Ele fundou escola, jornais e academias, dentre as quais a AMT. Graduado em História e Geografia, foi educador, jornalista, poeta, ensaísta, crítico literário, cronista e declamador. Pertenceu a várias instituições culturais no Maranhão e no Brasil, dentre as quais AML, IHGM, Associação Brasileira de Imprensa e Academia Brasileira de Trovas. Publicou mais de 20 livros; destacam-se as obras “Poesia Maranhense Hoje ou Cinquenta Anos de Poesia”, “O Caçador da Estrela Verde”, “As Lâmpadas do Sol”, “Moinhos da Memória” e “Areia Velha”. Carlos Cunha foi um grande incentivador de novos talentos e um semeador do conhecimento.